
Empresários também sempre estão presentes nos folhetins. Quem não se lembra do Renato Villar (Tarcísio Meira) em Roda de Fogo com suas dores de cabeça? Ou da maledicente e toda-poderosa Odete Roitman (Beatriz Segall) de Vale Tudo?
Outra profissão bastante comum é a de dona de pensão. Me recordo da Fanny vivida pela Nicete Bruno na segunda versão de Selva de Pedra que atendia o telefone dizendo: “Pensão Palácio, bom dia!”. E outras: D. Divina (Neusa Maria Faro) em Alma Gêmea, Consuelo (Claudia Jimemez) em América, D. Lourdes (Cleide Blota) em Fera Radical. As pensões nas novelas, a meu ver, servem como medida de economia em produção e cenografia. Junta lá um monte de personagem pobre e vão todos morar na pensão da D. Fulana e está formado um núcleo.
Por outro lado, há profissões que aparecem muito pouco, como a minha, por exemplo. Que eu me lembre apenas a Débora Falabella viveu uma designer gráfica em Senhora do Destino. Antes disso: Vera Fischer foi uma desenhista de jóias na novela Brilhante, mesmo campo de atuação de Isadora Venturini, personagem de Silvia Pfeiffer em Meu Bem Meu Mal.
Em Coração Alado, Aracy Balabanian interpretou a única cobradora (ou trocadora) de ônibus das novelas. A personagem Maria-Faz-Favor conquistou o público como uma mulher batalhadora e cheia de sonhos. Era apaixonada pelo barão Von Strauss (Jardel Filho), que na verdade era um massagista que fingia ser barão.
